Bonito, Mato Grosso do Sul - 20 de Setembro de 2021
Meio Ambiente

Projeto leva energia elétrica a moradores ribeirinhos do Pantanal pela primeira vez

O Ilumina Pantanal, projeto integrado do Governo do Estado, Ministério das Minas e Energia e Energisa, promove a universalização energética em um dos ecossistemas mais preservados do planeta.

Com informações de Governo de MS
Em 28 de Julho de 2021 às 16h46
(Chico Ribeiro)

A chegada da energia elétrica nos confins do Pantanal de Mato Grosso do Sul é a redenção tão esperada de uma região que nunca havia recebido um volume de investimentos em infraestrutura como nos últimos seis anos do governo de Reinaldo Azambuja. O Ilumina Pantanal, projeto integrado do Governo do Estado, Ministério das Minas e Energia e Energisa, promove a universalização energética em um dos ecossistemas mais preservados do planeta.

Beneficiado pela implantação do modelo de geração solar, que abrange a maioria dos grandes e pequenos produtores rurais e comunidades ribeirinhas, Armando Arruda Lacerda, 66, traduz o sentimento do homem pantaneiro: “deixamos de ser invisíveis, a luz agora nos ilumina”.

O tradicional pantaneiro recebeu em seu porto, nesta quarta-feira (28), o governador Reinaldo Azambuja e o ministro das Minas e Energia, Bento Albuquerque, em visita técnica ao projeto que já se expandiu pela região (borda da Serra do Amolar, norte de Corumbá). O governador disse que a chegada do insumo energético é “uma dádiva sonhada” e um “ganho para todos nós, para Mato Grosso do Sul e principalmente para o homem e a mulher pantaneiros”.

Reinaldo Azambuja destacou a parceria com o Governo Federal e com a Energisa, fundamental para viabilizar o Ilumina Pantanal, e ressaltou que o investimento se soma ao grande programa de obras de infraestrutura que o Governo do Estado executa na região, com abertura de estradas e portos. “Estamos trazendo desenvolvimento à pecuária tradicional, dinamizando o turismo e também dignidade a quem vive aqui e preserva este santuário que é um bem mundial”, disse.

O ministro das Minas e Energia, Bento Albuquerque, citou o Ilumina Pantanal como um dos maiores programas do governo federal não apenas pela tecnologia inovadora empregada para garantir sustentabilidade, mas por proporcionar cidadania às pessoas. “O apoio do governo estadual foi imprescindível para a viabilização e sucesso do projeto”, citou. 'É a materialização das políticas públicas em um Estado referência na produção energética."

A universalização do acesso à energia elétrica no Pantanal abrange os municípios de Corumbá, Ladário, Aquidauana, Porto Murtinho, Coxim, Miranda e Rio Verde, com projeção de atender a 2.167 moradias até meados de 2022. O projeto está sendo executado pela Energisa, com investimentos de R$ 134 milhões, Do total das novas unidades consumidoras, 77 receberão modelo tradicional de transmissão de energia elétrica e outras 2.090 serão no sistema solar.

O uso do lampião, da lamparina ou da vela faz parte do passado para o pantaneiro, acostumado aos desafios do isolamento e da sazonalidade do bioma. Em um projeto inovador, a parceria dos governos federal e estadual com a Energisa garantiu a implantação de painéis de geração solar individuais com sistema de baterias, operando off-grid, ou seja, sem conexão com as redes de distribuição. Sem custos para fazendeiros e ribeirinhos e uma tarifa social de R$ 30,00.

Os ribeirinhos representam 45% da população pantaneira nos sete municípios – 3,4 mil moradores. A energia convencional foi implantada inicialmente em localidades da Nhecolândia, em Corumbá, com redes de distribuição abrangendo a Estrada-Parque e a fazenda Nhumirim, da Embrapa, e chegando ao centro da subregião por Rio Verde. Não avançou porque a implantação de subestações foi descartada pela extensão do bioma e impactos ambientais.

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