Bonito, Mato Grosso do Sul - 8 de Março de 2021
Meio Ambiente

Onça resgatada com queimaduras será solta no Pantanal

O felino foi resgatado em novembro do ano passado, no Pantanal, com graves ferimentos devido aos incêndios na região, entre eles queimaduras em suas patas.

Informações assessoria de imprensa
Em 20 de Janeiro de 2021 às 17h10
Onça Joujou em recuperação. Foto: Divulgação

Após mais de dois meses de tratamento, a onça-pintada "Joujou" retornará ao seu habitat natural. O felino foi resgatado em novembro do ano passado, no Pantanal, pela equipe do Instituto Homem Pantaneiro (IHP) e veterinários da Ampara Silvestre, com graves ferimentos devido aos incêndios na região, entre eles queimaduras em suas patas.

Após o resgate, o animal foi encaminhado para o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres – Cras, em Campo Grande (MS).

A onça será solta na Serra do Amolar - Pantanal, RPPN Acurizal, nesta quinta-feira, 21 de janeiro.
 
Conforme informações do CRAS, o felino está pesando 87 quilos e todas as queimaduras foram cicatrizadas. Com aproximadamente dois anos de idade, a onça é um macho e foi encontrada em companhia de outra, porém a segunda não sobreviveu.

Monitoramento

Antes de ser solta, a onça receberá um colar com sinal GPS e VHF. Conforme explica o médico veterinário do IHP, Diego Viana, e coordenador do projeto Felinos Pantaneiros, com o colar a equipe do Instituto irá monitorar a eficácia da reintrodução do animal na Serra, a partir de análises do padrão de movimentação do animal. “Será a primeira vez que um processo completo de resgate em situações de incêndios, tratamento e soltura, será monitorado dessa maneira no Estado, o que colocará Mato Grosso do Sul como referência para a ciência e conservação no Brasil e no Mundo” , pontua.

O projeto Felinos Pantaneiros na Serra do Amolar, monitora desde 2016 aspectos ecológicos das onças-pintadas e pardas na região. Tanto a onça-pintada (Panthera onca), como a onça-parda (Puma Concolor), são animais da lista vermelha de espécies da fauna brasileira ameaçadas de extinção. Já a Serra do Amolar, foi classificada como área prioritária para a conservação da onça-pintada e faz parte da Jaguar Conservation Unit (JCU) 18, representando como habitat propício para a espécie.

Segundo o diretor do IHP, coronel Ângelo Rabelo, este momento de soltura da onça vai além da ação em si. “Apesar da forma perversa com que o fogo atingiu as áreas em 2020, conseguimos mostrar para o mundo que estamos comprometidos 100% com a missão da instituição, que é de preservar e recuperar o Pantanal, sempre com respeito a história e a cultura local. Inclusive a cultura dos animais”, conclui.

Além do IMASUL, IHP, GRETAP, UCDB e Ampara Silvestre, este processo contou com o apoio do CENAP/ICMBIO e diversos outros parceiros diretos e indiretos que foram cruciais para que escrevêssemos essa importante página na história da conservação no Pantanal.

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