Bonito, Mato Grosso do Sul - 9 de Agosto de 2020
Meio Ambiente

Força-tarefa controla focos de incêndio na região do Paraguai-Mirim no Pantanal

Em março, uma equipe foi montada para combater grandes incêndios na região da Serra do Amolar, Pantanal de Corumbá, envolvendo mais de 70 homens, a maioria bombeiros e brigadistas, com o apoio aéreo de dois aviões Air Tractor.

Ketlen da Silva
Em 10 de Julho de 2020 às 16h24
A operação recebeu apoio aéreo do Distrito Federal e Mato Grosso. (Divulgação)

Com o controle dos focos de calor na região do Paraguai-Mirim, onde situa-se a escola rural do Jatobazinho, ameaçada pelo fogo, o Governo do Estado concluiu mais uma ação de combate aos incêndios florestais registrados no Pantanal de Corumbá. Com coordenação do Corpo de Bombeiros, o Estado tem realizado sistematicamente intervenções de campo para extinguir as queimadas, a maioria causada pela ação do homem.

Com a antecipação da ocorrência de focos, devido a prolongada estiagem, o Governo do Estado, por meio da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), criou uma rede permanente de combate às queimadas e manteve ativa a Sala de Situação, onde as condições climáticas são monitoradas para embasar ações estratégicas e preventivas. A rede tem o apoio de aeronaves de Mato Grosso e Distrito Federal.

Em março, uma força-tarefa foi montada para combater grandes incêndios na região da Serra do Amolar, Pantanal de Corumbá, envolvendo mais de 70 homens, a maioria bombeiros e brigadistas, com o apoio aéreo de dois aviões Air Tractor. A mancha de fogo foi eliminada após uma semana de uma operação que exigiu a superação física dos combatentes, para superar as dificuldades de acesso, e a presença efetiva do Estado no combate aos crimes ambientais.

“As ações do governo, demonstradas com essa força-tarefa, envolvendo várias instituições, inclusive de outros estados, foram fundamentais para debelarmos esses incêndios e garantirmos a integridade dos nossos recursos naturais e a saúde das pessoas”, afirma o titular da Semagro, Jaime Verruck. “Hoje temos uma estrutura pronta, com o governo investindo na parte operacional mesmo com todas as atenções voltadas à pandemia do coronavírus”, observa.

Verruck destaca, ainda, as medidas preventivas adotadas pelo Estado para o controle das queimadas florestais e urbanas, criando uma legislação específica que hoje o governo federal anuncia para a região da Amazônia: a moratória a queima controlada, que em Mato Grosso do Sul está em vigor no período de 1º de agosto a 31 de outubro. “Se for necessário, vamos decretar estado de emergência com o agravamento da situação, hoje controlada”, disse.

O secretário da Semagro ressalta a importância do papel do produtor rural nestas ações integradas, onde a comunicação imediata da ocorrência de um foco na propriedade ou nos vizinhos é fundamental para o seu controle. “Sabemos que a maioria dos incêndios não ocorre por combustão espontânea, e o governo está atuando fortemente na fiscalização, por meio da Polícia Ambiental, para inibirmos os danos ambientais e econômicos”, pontua.

Para o comandante do Corpo de Bombeiros de MS, coronel Joílson Alves do Amaral, o comprometimento do Governo do Estado com a estruturação da rede de combate e prevenção às queimadas, a qual se integram brigadas dos setores sucroenergético e de celulose, Mato Grosso do Sul amplia seu poder de resposta aos grandes incêndios. “A nossa capacidade operacional evoluiu significativamente com os investimentos do governo”, cita.

Joílson anunciou a aquisição, com recursos próprios do Estado, de uma aeronave de combate aos incêndios, modelo Air Tractor, com capacidade para transportar três mil litros de água, ao custo de R$ 10 milhões. Também estão previstos investimentos de R$ 13 milhões, via governo federal, para compra de viaturas adequadas para combate em terrenos extremos. “Estamos criando uma frente de prevenção para enfrentarmos situações mais críticas este ano”, frisa.

Conforme relatório do Corpo de Bombeiros, as ações de combate aos focos na região do Paraguai-Mirim, rebelaram as chamas que se aproximavam da escola rural. Foram empregados 20 homens, dos quais cinco bombeiros, com o apoio de tratores de esteiras na abertura de 3,5 km de aceiros. A área queimada (três mil hectares) concentrava matéria orgânica, com dificuldade de acesso devido aos alagadiços. Os focos atuais se direcionam à beira do Rio Paraguai.

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