Bonito, Mato Grosso do Sul - 29 de Março de 2020
Meio Ambiente

Extintas em estado selvagem, ararinhas-azuis retornam ao Brasil

O projeto de reintrodução das ararinhas-azuis, que têm o bico preto e uma plumagem deslumbrante em tons de azul, é parte de um acordo entre o ICMBio e a ONG alemã Association for the Conservation of Threatend Parrots (ACTP).

Com informações de ICMBio - Ketlen da Silva
Em 03 de Março de 2020 às 15h52
(Divulgação/ICMBio)

Um lote de cinquenta ararinhas-azuis chega nesta terça-feira (03) ao Brasil vindo da Alemanha. Trata-se de uma tentativa de devolver à espécie, que sobrevive apenas em cativeiro, ao seu habitat natural, segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

As aves desembarcaram nesta tarde no aeroporto de Petrolina, em Pernambuco, e seguirão viagem à pequena cidade de Curaçá, na Bahia, de onde a espécie é considerada natural e onde foi construído um centro de reprodução. A data foi escolhida por ser o Dia Internacional da Vida Selvagem, cujo objetivo é celebrar a fauna e a flora do planeta, assim como alertar para os perigos do tráfico de espécies animais selvagens no mundo.

Ainda no aeroporto, uma coletiva de imprensa foi realizada com a presença do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles; o presidente do ICMBio, Homero Cerqueira; e o presidente da instituição alemã Association for the Conservation of Threatend Parrots (ACTP), Martin Guth.

O projeto de reintrodução das ararinhas-azuis, que têm o bico preto e uma plumagem deslumbrante em tons de azul, é parte de um acordo entre o ICMBio e a ONG alemã Association for the Conservation of Threatend Parrots (ACTP). As cinquenta aves deverão passar por uma quarentena de 21 dias. Depois um grupo, cujo número ainda não foi determinado, será liberado e outro será mantido em cativeiro.

As ararinhas-azuis, que ganharam fama mundial com a animação "Rio", de 2011, foram declaradas extintas do seu ambiente natural no ano 2000, segundo o ICMBio. Restam somente cerca de 160 aves em cativeiro, estima o Instituto. Essa espécie sucumbiu por causa da caça ilegal, do tráfico e da destruição do seu bioma. Rara, a espécie vivia originalmente numa pequena região do interior de Juazeiro e Curaçá, no norte da Bahia, onde o Governo Federal criou, em junho de 2018, duas unidades de conservação: o Refúgio de Vida Silvestre da Ararinha-Azul (com 29,2 mil hectares) e a Área de Proteção Ambiental da Ararinha-Azul (com 90,6 mil hectares), destinadas à reintrodução e proteção da espécie e conservação do bioma da caatinga.

"Na década de 1980, foram identificadas três ararinhas-azuis por expedicionários, e em uma nova missão, dez anos depois, foi vista a última", explicou o ICMBio. Nos últimos anos, esforços de conservação da espécie culminaram no aumento da população nacional da espécie, sempre em cativeiro.

A primeira soltura está prevista para 2021. Ao longo deste período os animais passarão por processo de adaptação e treinamento para viverem em vida livre. Além disto, serão realizados testes de soltura com um papagaio conhecido como Maracanã.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Últimas notícias em Meio Ambiente
VER TODAS EM MEIO AMBIENTE
Notícias em destaque agora
Política de Conteúdo
O objetivo do Bonito Notícias é divulgar notícias, reportagens, entrevistas, eventos e outros conteúdos variados direcionados ao público de Bonito e demais regiões de Mato Grosso do Sul, assim como para leitores de outras regiões do Brasil e exterior. Para a construção dos textos usamos informações próprias, releases de assessorias de imprensa, internet, revistas, artigos e contribuições do público, imagens próprias e imagens de divulgação. Todas as fontes, créditos, e marcas d'água tanto de textos ou fotos são devidamente creditados. Caso você seja autor e se sinta prejudicado por qualquer foto/imagem ou texto publicado, entre em contato por e-mail e prontamente faremos a remoção.