Bonito, Mato Grosso do Sul - 24 de Fevereiro de 2020
Meio Ambiente

Documenta Pantanal e IHP realizam viagem de imersão para a África

O intercâmbio no Delta do Okavango, a convite da empresa africana Natural Selection, tem como objetivo conhecer in loco a experiência que inseriu o lugar no mapa mundial como referência do turismo de natureza e de conservação de vida selvagem.

Com informações de Assessoria - Ketlen da Silva
Em 11 de Fevereiro de 2020 às 14h23
(Divulgação)

Nesta terça-feira (11), uma equipe liderada pelo presidente do Instituto Homem Pantaneiro (IHP), Angelo Rabelo, e composta por cinegrafistas da Eureka Filmes, de Corumbá (MS), embarca para uma imersão na região do Delta do Okavango. A expedição, que conta com apoio da iniciativa "Documenta Pantanal", do SOS Pantanal e também de Alexandre Bossi (Pandhora Investimentos), deve se estender por dez dias e é fruto de uma ideia inicial do proprietário do Refúgio Ecológico Caiman, em Miranda (MS), Roberto Klabin. Após várias idas ao continente africano, ele pensou em trazer para o Brasil o exemplo bem-sucedido de Botsuana, na África, em relação à conservação de áreas de natureza e incentivo ao turismo de observação.  

"A concepção deste intercâmbio começou há cerca de três anos, quando o SOS Pantanal trouxe um especialista em turismo em áreas de conservação de Botsuana para proferir palestras em Campo Grande, Cuiabá e Brasília. Nesses encontros, ficou visível para os empresários do Pantanal a necessidade de aprenderem com o país africano e aplicarem no Brasil as mesmas boas práticas que mudaram radicalmente uma área alagada de 15 mil km², transformando a região do delta em referência internacional quando se fala de conservação e turismo de observação", aponta o empresário.

Nesta viagem, que ocorre a convite da empresa africana Natural Selection  que pretende se instalar no Pantanal, o grupo brasileiro irá conhecer in loco a experiência que inseriu o Delta do Okavango no mapa mundial como referência do turismo de natureza e de conservação de vida selvagem.

Ângelo Rabelo, presidente do IHP, lidera a expedição para entender como o Pantanal pode se tornar um destino turístico de alcance mundial para o turismo de natureza em áreas inóspitas e com exuberante vida selvagem. (Reprodução/Facebook)

“A expectativa de conhecer um caso de sucesso de turismo em áreas de conservação como uma alternativa de negócio vai ao encontro daquilo que temos buscado nos últimos 30 anos para o Pantanal, que, além de suas atividades tradicionais, como a pecuária, é cenário de uma exuberante vida selvagem. Vamos conhecer a experiência do Okavango, que se tornou um exemplo de oportunidades para empresários e população, construindo uma estratégia em que todos sobrevivem, a natureza é protegida e as pessoas passam a ter qualidade de vida e os negócios acontecem”, afirma Rabelo.

A ida dos cinegrafistas para Botsuana tem uma justificativa, de acordo com a organizadora do "Documenta Pantanal", a produtora Mônica Guimarães. “Durante a permanência deles serão produzidos filmes de curta duração dos diferentes aspectos da bem-sucedida experiência do Okavango, abrangendo desde as questões de preservação ambiental à infraestrutura hoteleira, os quais posteriormente, serão exibidos nas redes sociais dos integrantes de nossa iniciativa, empresários que atuam no Pantanal”, antecipa.

Iniciativa Documenta Pantanal

Registrar para documentar e preservar. Este é o assunto da iniciativa "Documenta Pantanal", que prevê o desenvolvimento de ações multimídias (exposições, livros e vídeos) que, mais do que celebrarem a beleza e a biodiversidade desse ecossistema, pretendem chamar a atenção da sociedade para a urgência em conhecer e preservar este patrimônio, cujo desconhecimento de sua verdadeira realidade impede um aproveitamento econômico maior do turismo, inclusive um turismo internacional de qualidade.

Com a participação de instituições que atuam na região pantaneira, a iniciativa reúne pesquisadores, empresários e a própria comunidade para, em conjunto, mobilizar a sociedade para as questões primordiais desse bioma. Entre eles, a Acaia Pantanal, a Associação Onçafári, o Chef Paulo Machado, o Instituto Homem Pantaneiro, o Instituto Arara Azul, o Refúgio Ecológico Caiman, o Sindicato Rural de Corumbá, o SOS Pantanal e o SOS Taquari ganham destaque na luta pela conscientização do cuidado com a natureza.

Confira mais sobre o projeto aqui .

Delta do Okavango

O Delta do Okavango é considerado por muitos o maior delta interior do mundo, e fica no noroeste de Botsuana. É, na realidade, um grande pântano que se dispersa no deserto do Kalahari, próximo aos pans de Makgadikgadi. Um delta interior é um delta de rio que não deságua em rio ou mar. E sim, neste caso, no deserto.

O local é onde as águas dos rios Okavango, Kwando e Linyanti chegam e “morrem”. A água dos rios vai sumindo ao longo de suas longas trajetórias, seja pelo consumo das plantas (60%) ou evaporando (36%). E somente 2% de suas águas chegam no Lago Ngami, por meio do rio Thamalakane.

O delta em si cobre uma espantosa superfície entre 15000 km² e 22000 km² durante as cheias. E fica numa altitude de 942 metros. Esta é uma área tão especial que a região é classificada como Patrimônio Mundial pela Unesco e ainda uma das Sete Maravilhas Naturais de África.

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