Bonito, Mato Grosso do Sul - 7 de Agosto de 2020
Meio Ambiente

Arara-canindé é resgatada no centro de Nioaque

O animal estava sem as penas e foi abandonado dentro de uma caixa de papelão em um terreno baldio.

Ketlen da Silva
Em 20 de Julho de 2020 às 12h45
(Divulgação)

A Polícia Militar Ambiental de Jardim foi acionada por moradores do centro da cidade de Nioaque neste domingo (19) para atender à uma ocorrência relativa a um animal silvestre da espécie Ara ararauna (Arara-canindé) que estaria dentro de uma caixa em um terreno baldio.

Os policiais foram ao local e verificaram que o animal estava sem as penas, apesar de aparentemente bem de saúde, e que foi abandonado por alguém, provavelmente por medo de denúncia, sendo que o animal é muito barulhento e é muito comum os vizinhos denunciarem.

Outro motivo para o abandono é o animal ter perdido as penas por estresse. Normalmente, essa falta de pena acontece em estresse de cativeiro, quando o próprio animal arranca suas penas até onde o bico alcança, também pode haver perda de pena por alimentação inadequada. A ave foi resgatada e será encaminhada ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), na Capital.

As pessoas que possuem animais silvestres ilegalmente em cativeiro praticam o mesmo crime de tráfico, ou seja, de quem vende. A pena é de seis meses a um ano de prisão, ou um ano e meio, caso o animal se encontre na lista de espécies em extinção, nacional ou internacional. A lógica da Lei é de que, se não houver o comprador de animal ilegal, há uma disuasão ao tráfico, pois o traficante não tirará o bicho da natureza se não houver para quem vender.

Além de prisão, a multa é de até R$ 5.000,00 por animal, como no caso da arara, que consta na lista internacional de proibição do comércio de espécies da fauna e da flora em risco ou ameaçada de extinção (CITES).

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