Bonito, Mato Grosso do Sul - 24 de Fevereiro de 2020
Turismo

Visita guiada debate arqueologia e conservação de arte rupestre em Alcinópolis

Dois técnicos do Iphan/MS irão orientar a visita e direcionar o debate nesta sexta-feira (14), às 08h00, no sítio arqueológico Templo dos Pilares, em Alcinópolis.

Com informações de Assessoria
Em 13 de Fevereiro de 2020 às 09h42
(Divulgação)

Debater questões sobre preservação do patrimônio arqueológico e formar multiplicadores é o objetivo da visita guiada Templo dos Pilares, sob a perspectiva da Antropologia e Arqueologia, voltada para professores da rede pública. A ação será realizada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em Mato Grosso do Sul (Iphan-MS) em parceria com a Prefeitura Municipal de Alcinópolis (MS).    

A atividade inclui a discussão de temas relacionados à arqueologia, à antropologia e à paisagem cultural, além da apresentação dos trabalhos de conservação da arte rupestre que vêm sendo realizados no sítio arqueológico. Dois técnicos do Iphan/MS irão orientar a visita e direcionar o debate nesta sexta-feira (14), às 08h00, no sítio arqueológico Templo dos Pilares, em Alcinópolis.

O objetivo é esclarecer questões relacionadas à preservação do patrimônio arqueológico e mostrar como os educadores podem ser protagonistas nesse trabalho. A ideia é que os professores sejam multiplicadores de conhecimento relativo ao patrimônio arqueológico e fomentem o debate entre os alunos. A atividade de educação patrimonial está inserida nas ações do Projeto de Educação Patrimonial da Superintendência do Iphan/MS (Educa Iphan/MS).

Conservação

No mesmo dia, também serão iniciadas ações de conservação nos sítios Templo dos Palmares e Barro Branco I, além da capacitação de guias turísticos locais para que estes realizem a manutenção e a limpeza da área. O trabalho de campo, que resultará em um diagnóstico do estado de conservação dos sítios, segue até o dia 24 de fevereiro.

O objetivo da ação, que será executada por uma empresa contratada e supervisionada pelo Iphan/MS, é desacelerar o processo de degradação nos sítios arqueológicos. Serão feitas a remoção de ninhos de insetos, a consolidação de placas rochosas e a instalação de pingadeiras para desviar o percurso da água, pois esses agentes impactam diretamente os painéis de arte rupestre.

O valor investido pelo Iphan na ação foi de R$ 67,4 mil e o término do contrato está previsto para maio de 2021. Outras cinco etapas compõem o cronograma e todas serão supervisionadas pela área técnica de arqueologia do Iphan/MS.

O sítio arqueológico

Inserido no Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos (CNSA/Iphan) em 2012, o Templo dos Pilares é o maior sítio arqueológico de arte rupestre do Mato Grosso do Sul, com a presença de mais de 3 mil grafismos. Trata-se de um grande abrigo rochoso sustentado por pilares naturais, daí o nome do sítio. Escavações arqueológicas realizadas nesse sítio evidenciaram uma grande quantidade de vestígios arqueológicos, sobretudo líticos (lascas e estilhas), fragmentos cerâmicos (em menor quantidade) e alguns pequenos fragmentos de carvões que, após datação, trouxeram à tona um contexto de ocupação que remonta entre 10.735 e 3.000 antes do presente (A.P.).

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