Bonito, Mato Grosso do Sul - 7 de Julho de 2020
Saúde

Imunidade cruzada pode ser proteção ao novo coronavírus

Estudo revela que a imunidade cruzada pode criar uma barreira natural contra a doença.

Com informações  BBC News / Universidade Federal de Pelotas.
Em 26 de Junho de 2020 às 08h55

Estudo publicado na revista Cell, divulgado na imprensa francesa, mostrou que de 40% a 60% das pessoas poderiam ser resistentes ao novo coronavírus (SARS-CoV-2), mesmo sem ter sido expostas ao vírus.

Segundo reportagem publicadao no portal UOL, a "imunidade cruzada", seria a responsável por essa proteção porque os indivíduos teriam sido contaminados, em algum momento do passado, por vírus que provocam resfriados comuns de estrutura semelhante ao Sars-CoV-2, criando uma barreira natural contra a infecção.

Estanislao Nistal, virologista e professor de microbiologia na Universidade CEU San Pablo, em Madri, Espanha, divulgou para a BBC News Mundo que " em geral, o que acontece com esses coronavírus é que a maioria das pessoas não apresenta complicações graves - e o mais normal é que eles produzam resfriados que ativam os linfócitos que temos, que foram ativados anteriormente" . ( Leia aqui a matéria na íntegra ).

EPICOVID19-BR

Em abril deste ano a Universidade Federal de Pelotas deu início à uma pesquisa inédita sobre a imunidade da população brasileira ao coronavírus que visa mapear a parcela da população que já desenvolveu anticorpos que combatam a covid-19 — e como eles foram criados pelo organismo. Trata-se da EPICOVID19-BR, coordenado pela Universidade Federal de Pelotas com financiamento do Ministério da Saúde.

A segunda fase da pesquisa aconteceu entre os dias 04 e 07 de junho. Durante quatro dias de coleta de dados em 133 cidades espalhadas por todos os estados do Brasil, os pesquisadores concluíram 31.165 entrevistas e testes para o coronavírus. Em 120 cidades, incluindo 26 das 27 capitais (com exceção de Curitiba), foi possível testar pelo menos 200 pessoas,
todas selecionadas por sorteio.

Para fins de comparação, na primeira fase da pesquisa, ocorrida entre 14 e 21 de maio, foram entrevistadas e testadas 25.025 pessoas, sendo que em 90 cidades foi possível testar 200 ou mais participantes.

Esta segunda etapa da pesquisa apresentou evidências inéditas sobre a velocidade de expansão do coronavírus em 83 cidades do país. A proporção de pessoas que já contraíram o vírus no Brasil aumentou em 53% no período de duas semanas entre a primeira etapa, realizada de 19 a 21 de maio, e a segunda, de 4 a 5 de junho. Os dados mais recentes também mostram que, para cada diagnóstico confirmado, existem ao redor de seis casos reais não notificados na população. Para se ter uma ideia, as estimativas somam mais de 1,7 milhão de pessoas que têm ou já tiveram o coronavírus, contra o total de 296.305 casos notificados em 120 cidades brasileiras na véspera do segundo levantamento da pesquisa.

Veja aqui a pesquisa!

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