Bonito, Mato Grosso do Sul - 15 de Abril de 2021
Saúde

Estudo aponta que CoronaVac é eficaz contra variante brasileira

Pesquisa feita com mais de 67 mil pessoas em Manaus mostra que imunizante tem 50% de efeito após 14 dias da primeira dose. Próximos passos serão analisar a efetividade da CoronaVac e da vacina de Oxford em idosos de Campo Grande, além do estado de São Paulo.

Com informações de R7
Em 07 de Abril de 2021 às 16h45
(Divulgação)

A vacina CoronaVac chega a 50% de eficácia nos casos sintomáticos de Covid-19, causados pela variante identificada em Manaus, no Amazonas, após 14 dias da aplicação da primeira dose.

Esse foi o resultado preliminar de um estudo realizado pelo grupo Vebra Covid-19, com 67.718 profissionais de saúde imunizados na capital amazonense, onde a mutação brasileira é predominante.

O estudo é encabeçado pelo médico infectologista Julio Croda, pesquisador da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e professor da UFMS (Universidade Federal do Mato Grosso do Sul).

Esse resultado permite a possibilidade de se utilizar os estoques de segunda dose do imunizante feito pelo Butantan, em parceria com a chinesa Sinovac, para vacinar imediatamente quem tem mais de 60 anos de idade, projeta o epidemiologista Wanderson de Oliveira, atual secretário de Serviços Integrados de Saúde do STF (Supremo Tribunal Federal) e que fez parte da equipe do ex-ministro da Saúde Henrique Mandetta.

Oliveira diz que seria possível entrar no inverno com risco menor de nova colapso nos hospitais. Devido à escassez de doses da CoronaVac, o epidemiologista defende ainda que os prefeitos poderiam usar todo o estoque agora e manter 10% para a segunda dose. Em seguida, recomenda aplicar a vacina contra Influenza apos 14 dias da primeira dose da CoronaVac.

Esse é a primeira pesquisa que analisa a efetividade da CoronaVac num local em que a variante P.1, como é chamado o vírus que surgiu no Brasil, é predominante.

A partir da próxima semana, os pesquisadores terão resultados da resposta à aplicação da segunda dose da vacina produzida pelo Instituto Butantan. A expectativa é que o resultado seja ainda mais positivo. 

O grupo Vebra Covid-19 foi criado para analisar a eficácia de imunizantes contra a covid-19 no Brasil. Fazem parte dele pesquisadores de instituições nacionais e internacionais e profissionais da Secretaria de Saúde do Amazonas, Secretaria de Saúde de São Paulo, Secretaria de Saúde de Manaus e Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo. 

Os próximos passos do Vebra serão analisar a efetividade da CoronaVac e da vacina de Oxford em idosos nas cidades de Manaus (AM) e Campo Grande (MS), além do estado de São Paulo.

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