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Nobel de Física 2020 premia a primeira mulher por descobertas sobre buracos negros

Penrose ficará com metade do prêmio; Genzel e Ghez dividirão a outra metade. Ghez é a primeira mulher premiada neste ano, e a quarta na categoria de Física da história do prêmio.

Com informações de G1
Em 06 de Outubro de 2020 às 16h34

Roger Penrose, Reinhard Genzel e Andrea Ghez são os ganhadores do Prêmio Nobel 2020 de Física, anunciou a Academia Real das Ciências da Suécia nesta terça-feira (6), por descobertas sobre buracos negros, um lugar no espaço onde a gravidade é tão forte que nem a luz consegue escapar dela.

Os vencedores dividirão o valor de 10 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 6,3 milhões). 

Roger Penrose, britânico de 89 anos, mostrou que a teoria geral da relatividade leva à formação de buracos negros; ele ficará com metade do prêmio. Ele é professor da Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Reinhard Genzel, alemão de 68 anos, e Andrea Ghez, americana de 55 anos, ficarão com a outra metade, pela descoberta de um objeto compacto supermassivo no centro de nossa galáxia. Um buraco negro supermassivo é, hoje, a única explicação conhecida para isso.

Genzel é afiliado ao Instituto Max Planck para Física Extraterrestre em Garching, na Alemanha, e à Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos.

Ghez é a primeira mulher premiada neste ano e a quarta a ganhar um Nobel em Física na história do prêmio (desde 1901). Ela leciona na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), também nos EUA.

"Estou animada em receber o prêmio – levo muito a sério a responsabilidade de ser a quarta mulher a ganhar o prêmio Nobel [em física]. Espero poder inspirar outras jovens mulheres para uma área que tem tantos prazeres, se você tem paixão pela ciência. Há muito para ser feito", declarou a cientista.

Desde 1901, o primeiro ano em que o Nobel foi entregue, apenas Marie Curie (1903), Maria Goeppert Mayer (1963) e Donna Strickland (2018) foram laureadas em física.

O comitê do Nobel avaliou que o trabalho de Penrose "usou métodos matemáticos engenhosos em sua prova de que os buracos negros são uma consequência direta da teoria geral da relatividade de Einstein".

Já os trabalhos de Genzel e Ghez deram à ciência "a evidência mais convincente de um buraco negro supermassivo no centro da Via Láctea", considerou o comitê. 

"Penrose mostra, pela teoria da relatividade, que é possível que esses objetos [buracos negros] existam e a singularidade, no centro do buraco negro, em que toda a física se extingue. Ele prevê que essas coisas podem existir", explica Eliade Ferreira Lima, astrofísica e professora da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), em Uruguaiana, no Rio Grande do Sul.

"Já a outra descoberta, na verdade, é a observação do movimento das estrelas em torno de algo extremamente massivo no centro da nossa galáxia. Tem uma comprovação da previsão. Tem a previsão matemática e a observação de um movimento em torno de algo que tem todas as características de um buraco negro. Ela [Ghez] só não afirma isso porque não viu o buraco negro – ela viu o movimento das estrelas em torno dele", explica Lima. 

"Só que a gente já observou buracos em galáxias parecidas com a nossa, então tudo leva a crer que aqui tem um buraco negro", acrescenta a pesquisadora.

Logo após o anúncio do resultado, a cientista Andrea Ghez respondeu a uma pergunta sobre o que há dentro de um buraco negro: "Não temos nenhuma ideia do que há dentro do buraco negro – eles são o colapso do entendimento das leis da física", disse.

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